O Monte Sião, (Isaías 60:14) ou Har Tsion, do hebraico,
em Jerusalém, foi o local de importantes acontecimentos bíblicos. Um deles foi
quando o apóstolo Pedro negou Jesus por três vezes, na véspera da crucificação,
próximo à casa de Caifás, sumo-sacerdote judeu (apontado pelos romanos para a
função) que participou do julgamento e condenação de Cristo. Hoje, com uma
cidade que mistura modernidade e edifícios históricos ao seu redor, o monte
recebe peregrinos de todo o planeta, pois nele se encontram importantes locais
como o Cenáculo (com a Tumba de Davi em seus porões) e o túmulo do empresário
Oskar Schindler.
Na
parte sudeste da elevação natural fica aquela que os estudiosos alegam ser a
casa de Caifás, local em que Pedro negou Jesus por três vezes para se livrar da
condenação (Leia Mateus 26). Próximo dali fica o Cenáculo, a construção
bizantina erguida onde Jesus realizou com seus apóstolos a Última Ceia. Sob a
mesma sala onde se realizou o histórico jantar fica a Tumba de Davi, em
homenagem a um dos maiores monarcas do povo judeu e do mundo.
O
nome Sião (Tsion) designava uma antiga fortaleza dos jebuseus conquistada por
Davi e seus guerreiros (II Samuel 5:7), onde o rei passou a morar e começou a construir a
cidade ao seu redor sendo, portanto, a porção mais antiga de Jerusalém. Na
Bíblia, a palavra também é citada metaforicamente, simbolizando tanto Jerusalém
em geral como a Terra Prometida que Deus reservara para seu povo.
A
leste da Cidade Baixa, é o ponto mais elevado de Jerusalém, assim como o Monte
Moriá (onde ficava o Templo de Salomão original), pois ambos têm basicamente a
mesma altura.
Na
época de Jesus, a área era moradia das classes mais privilegiadas financeira e
politicamente da cidade, representantes escolhidos pelos dominantes romanos. O
palácio de Herodes ficava ali, na parte superior do morro, um enorme e suntuoso
complexo arquitetônico com luxuosos edifícios, bosques, jardins e fontes. Junto
ao palácio, ficava uma fortificação triangular, com imponentes torres em seus
vértices. A primeira recebeu o nome de Fasael, irmão de Herodes que se suicidou
quando preso por seus inimigos. A segunda, Mariana, em homenagem à esposa do
rei, que ele mandou executar ao desconfiar de uma traição conjugal. A terceira
foi chamada Hípico, em honra a um grande amigo do monarca. O forte era uma das
obras arquitetônicas mais arrojadas da época. Quando o rei faleceu, as
instalações foram ocupadas pelos governantes romanos e a corte formada
pelos judeus que os representavam.

Hoje,
aos pés do famoso monte, fica a Cinemateca de Jerusalém, com um dos mais
importantes acervos de filmes de Israel e uma das sedes do maior festival de
cinema do país. A entrada principal é feita pelo quinto andar ao nível da rua,
com os outros descendo acompanhando o declive do terreno. Lá também é realizado
anualmente o Festival de Cinema Brasileiro em Israel, uma das principais portas
de entrada da cultura de nosso País para os israelenses.
Às vítimas e sobreviventes do Holocausto
No Monte Sião fica a Câmara do
Holocausto, um pequeno museu dedicado à memória dos mais de 6 milhões de judeus
mortos pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, aberto ao público de domingo a
quinta-feira. Não confundir com o grande Museu da História do Holocausto, o Yad
Vashem, um labiríntico e enorme complexo no Monte Herzl, também em Jerusalém.
Embora mais modesta, a Câmara, com seu famoso Salão da Velas, também atrai
muitos visitantes (judeus ou não).
Outro
ponto que atrai visitantes de várias procedências planeta afora é o túmulo do
industrial alemão Oskar Schindler, famoso por salvar da execução cerca de 1,2
mil judeus durante a Segunda Guerra, empregando-os em suas fábricas. Na
sepultura, várias pedras soltas são encontradas, deixadas pelos visitantes
judeus em sua homenagem (um antigo costume). Sua vida foi adaptada para o
cinema em “A Lista De Schindler”
(1993), de Steven Spielberg, com Liam Neeson no papel do empresário. O filme
ganhou sete Oscars, incluindo os de Melhor Filme e Melhor Diretor.
Por Marcelo Cypriano / Fotos: Google

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