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domingo, 26 de setembro de 2021
sábado, 25 de setembro de 2021
domingo, 19 de setembro de 2021
terça-feira, 5 de junho de 2018
ESTUDO BÍBLICO: OS LIVROS HISTÓRICOS DA BÍBLIA - 12 LIVROS
INTRODUÇÃO
DOS LIVROS HISTORICOS E O LIVRO JOSUÉ POR DAVID ZUHARS
INTRODUÇÃO - LIVROS HISTÓRICOS
1. O Velho Testamento está dividido na seguinte
maneira.
1. O Pentateuco. 5 livros de Moisés. Gênesis -
Deuteronômio.
2. Os Livros Históricos. 12 livros. Josué - Ester.
3. Os Livros Poéticos. 5 Livros. Jó - Cantares de
Salomão.
4. Os Livros Proféticos. 17 livros.
Profetas Maiores, Isaías - Daniel. Profetas
Menores, Oséias - Malaquias.
2. O Conteúdo Abreviado do Velho Testamento.
1. O Pentateuco dá a história do povo do mundo da
criação até a chegada de Israel em Canaã. (Palestina ou Terra prometida).
2. A Terra de Canaã - o povo desta terra era da
descendência de Canaã, o neto de Noé.
3. Palestina - esta palavra vem do grego e
significa Filístia, a terra dos filisteus.
4. A Terra Prometida - tem este nome porque Deus
prometeu esta terra de Canaã para Israel para sempre.
5. Os Livros Históricos dão a história de Israel na
terra prometida de Josué até a restauração do templo e dos muros de Jerusalém
na época de Neemias.
3. Datas dos Livros Históricos. Veja o calendário
dos eventos da Bíblia.
1460 a. C. - 430 a. C. Os profetas maiores e os
profetas menores cabem nesta história de Israel: 1100 a. C. - 400 a. C.
4. Os Mapas.
Deve se familiarizar com os mapas do mundo e desta
região da terra prometida. Deve poder achar no mapa: Brasil, EUA, Europa,
África, Egito, Arábia, Turquia, Mar Mediterrâneo, Golfo Pérsico, Israel, Rio
Jordão, Palestina, China, Austrália, Rússia, etc.
5. Observações.
1. O Plano de Deus. Apesar de contratempos,
inimigos, maldade do homem e fraqueza do homem, o plano de Deus triunfa. Deus
está reinando na sua soberania e poder, e tudo vai conforme o plano dele. O
Todo Poderoso reina e triunfa! Olhe os exemplos.
Josué - um exército imponente vencendo os seus
inimigos pelo poder de Deus.
Juízes - Deus livrando o seu povo dos inimigos
pelos juízes.
Samuel, Reis e Crônicas - A monarquia estabelecida
e abençoada. Israel foi se afastando de Deus depois. Israel e Judá foram
levados cativos para receber a correção de Deus. Mas Deus restaurou Israel na
sua terra de novo porque Ele é fiel à Sua Palavra.
2. Remanescente. Podemos ver nestes livros
históricos que Deus sempre tem um remanescente que é fiel a Ele. O remanescente
sempre fica na minoria. Pode ser poucos fiéis, mas Deus sempre tem seu
remanescente. Noé, Josué e Calebe, Rute, Elias e os sete mil, Eliseu, os
profetas, Daniel, Sadraque, Mesaque, Abednego e Ester. E ainda tem!
3. A necessidade de entender esta história. Há uma
necessidade de aprender e entender esta história de Israel para melhor entender
os outros livros do Velho Testamento e do Novo Testamento. Observe alguns
exemplos disso.
Salmo 3 - escrito quando Davi fugiu de Absolão.
Salmo 51 - escrito quando Davi pecou contra Deus
com Bateseba.
Os temas e situações dos livros históricos e
proféticos citados nos outros livros do Novo Testamento.
Há muito ensino no Novo Testamento que está baseado
nos fatos destes livros.
4. Deus é soberano. É Deus que reina, controla e
faz a história do mundo, do homem e das nações. Esta verdade está claramente
mostrada nestes livros.
5. Bênção e Correção. A fidelidade a Deus traz a
bênção de Deus. A infidelidade a Deus traz o castigo e a correção de Deus.
Apesar de tudo, Deus é fiel à Sua Palavra.
6. O Salvador Jesus Cristo. Através dos séculos e
desta história podemos ver Deus operando para trazer ao mundo o Salvador. O fim
desta história é que Jesus Cristo nasceu.
LIVROS HISTÓRICOS (12 LIVROS):
- Josué
(Js): Josué foi fiel seguidor de Moisés através dos 40 anos de
peregrinação no deserto. Esteve com Moisés no monte Sinai e foi um dos doze
espias. Por conseguinte, Deus o chama para continuar na liderança de Seu povo,
conduzindo-o numa nova etapa: na conquista da Terra Prometida (Canaã). A forma
hebraica de seu nome era “Jesus”. Pelo fato de conduzir o povo de Deus à Terra
Prometida, podemos extrair muitas verdades espirituais, por ele ser um
protótipo (ou figura) de Jesus, que nos conduz à posse do Reino de Deus. O
livro é de fácil entendimento, mas é cheio de verdades e princípios
espirituais.
- Juízes
(Jz): Agora que se achava em sua terra, a nação hebraica, após a morte
de Josué, não tinha um líder nacional.Era uma confederação de doze tribos
independentes, sem qualquer força unificadora. Foi, sem dúvida, um período de
altos e baixo. O povo não levava o seu Deus muito a sério e estava
constantemente a lhe voltar as costas, caindo na idolatria. Dominada, mais ou
menos, pela anarquia e acossada às vezes pela guerra civil, cercada de inimigos
que de tempos em tempos procuravam exterminá-la, a nação hebraica teve
desenvolvimento muito lento, e não se tornou grande de fato até que foi
organizada em reino, nos dias de Samuel e Davi.
O texto
de Juízes 2:6 a 23 traça um quadro bem exato do que
ocorreu durante este tempo dos Juízes. Os juízes foram personagens (homens e
mulheres) que o Senhor destinou para libertar as tribos de Israel e a “julgar”
o povo do Senhor, em tempo de crise.
- Rute
(Rt): A graciosa história de Rute segue-se às cenas de turbulência do
livro dos Juízes. Neste livro temos a constituição da família, dentro dessa
nação, que traria o Salvador (o Messias). Rute foi bisavó do rei Davi. Daqui
por diante, através do resto do Antigo Testamento, o interesse circula
principalmente em torno da família de Davi e seus descendentes, pois, Jesus era
descendente de Davi. Os acontecimentos narrados no livro deram-se durante o
tempo dos juízes. Em meio à toda turbulência e instabilidade espiritual do
período dos Juízes, o Senhor, através de Rute, começa a agir para trazer uma
linhagem de Reis (segundo o coração divino) para Israel. Estes reis, a começar
de Davi, indo até Jesus, iriam trazer a libertação do Seu povo.
O livro de
Rute era lido durante a festa de Pentecostes, como celebração da colheita.
- 1º
e 2º Samuel (1Sm e 2Sm): Samuel foi o último dos juízes e o primeiro
dos profetas. Ele foi levantado por Deus em um período de transição, foi o elo
de ligações entre duas etapas do propósito de Deus no Antigo Testamento. At
3:24 confirma que Samuel foi o primeiro profeta, de uma linhagem
que lhe sucedeu.
Samuel nasceu
num período de declínio espiritual o qual passava a nação de
Israel. “Quando o Senhor lhes suscitava juízes, era com o juiz;
porquanto o Senhor se compadecia deles ante os seus gemidos, por causa dos que
os apertavam e oprimiam. Sucedia, porém,
que, falecendo o juiz, reincidiam, e se
tornavam piores do que seus pais, seguindo após outros deuses, servindo-os, e
adorando-os eles; nada deixavam das suas obras, nem da obstinação dos seus
caminhos...” (Jz 2:18-19). Durante o
período dos Juízes, a nação de Israel vivia em instabilidade
espiritual, períodos de altos e baixos, ora serviam ao Senhor, por
causa do caráter justo de algum juiz, mas após a morte deste, voltavam para
adoração a ídolos e apostasia. Quando não havia um líder justo: “... cada
qual fazia o que achava mais reto”, Jz 17:6; 21:25.
A situação
foi se agravando até os dias de Eli, sumo-sacerdote do período em que nasceu
Samuel. Os filhos de Eli, também sacerdotes, andaram em grande pecado diante de
Deus e do povo: “Era pois mui grande o pecado destes moços perante o
Senhor”, 1 Sm 2:17. Por causa disso, o Senhor
decidiu exterminar aquela linhagem sacerdotal, 1 Sm 2:25-26...
“Mas o jovem Samuel crescia em estatura e no favor do Senhor e dos homens.”
Deus sempre tem um MAS..., Ele sempre estará
suscitando um povo, uma comunidade profética, que terá a unção e
comissionamento de reverter toda a situação. “Então suscitarei para mim
um sacerdote fiel, que procederá segundo
o que tenho no coração e na mente; edificar-lhe-ei uma CASA
ESTÁVEL, e andará ele diante do meu ungido para sempre”;
(1 Sm 2:35).
Porém... Deus
deu um sonho a Samuel falando sobre o extermínio daquela atual linhagem sacerdotal...
“Crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas
palavras deixou cair em terra. Todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu
que Samuel estava confirmado como PROFETA do
Senhor. Continuou o Senhor a aparecer em Silo, enquanto por sua palavra se
manifestava ali a Samuel” (1
Sm 3:19-21).
· Feitos
de Samuel. A principal missão de Samuel foi levantar as bases do futuro Reino.
Isso é muito importante que entendamos. Para estabelecer a “casa estável” que é
o que estava no coração e mente do Senhor, Samuel, como profeta, juiz e sacerdote,
seguiu uma estratégia:
a) Estabeleceu
as escolas de profetas em cidades estratégicas. Se você olhar um mapa da
Bíblia, você notará que as cidades onde havia uma comunidade profética (Betel, Gilgal, Mispa - “Torre
de vigia”, Gn 31:48, 49 - e Rama -
“Ser alto”) faziam um cerco, muro de proteção para a cidade de Jerusalém. Estas
cidades (comunidades proféticas) eram, portanto, um muro de proteção e criadora
de uma unção, ao redor de Jerusalém (Sião). Aqui está a base para o próximo
passo.
b) Samuel
e Davi estabeleceram as normas do reino (1 Sm 10:25; 12:14, 15),
estabeleceram as funções na casa do Senhor. Semelhante comissionamento há sobre
os apóstolos e profetas no Corpo de Cristo atualmente (cf. Ef
2:19-22; 4:11-14).
c) Estabelecimento
do rei: Foi Samuel que ungiu Davi como sendo o rei
segundo o coração de Deus (1 Sm 16:13). Da descendência de
Davi nasceria o Messias, o Rei dos judeus, que inauguraria o Reino de Deus
sobre a terra.
Samuel viveu
quase até ao fim do reinado de Saul. Já os profetas Natã e Gade sobreviveram a
Davi. Havia íntimas relações de Davi, não só com o profeta Samuel, como com a
escola dos profetas em Rama. Este contexto de Profetas, Sacerdotes e Reis, é um
modelo do que Deus está restaurando hoje, em Seu Reino de Sacerdotes.
- 1º
e 2º Reis (1Rs e 2Rs): Os livros de Reis, no AT Hebraico, eram um
livro só e são, claramente, a continuação dos livros de Samuel. Narram,
resumidamente, o seguinte: 1. O reinado de Salomão; 2. A Divisão do reino e a
história paralela dos dois reinos (Reino do Norte – Israel, e Reino do
Sul – Judá), 1 Rs cap. 12. A história
subseqüente de Judá até ao Cativeiro na Babilônia. 1 Reis começa com a nação
judaica no seu apogeu. 2 Reis termina com a nação arruinada. Juntos, os dois
cobrem um período de uns 400 anos, aproximadamente, 1000 a 600 a.C..
- 1º
e 2º Crônicas (1Cr e 2Cr): Os doze livros precedentes da Bíblia
findaram com a narrativa do cativeiro da nação hebraica. Estes dois livros de
Crônicas contam de novo a mesma história (com alguns detalhes novos) e terminam
no mesmo ponto. São uma recapitulação de tudo que ocorreu,
dando especial atenção aos reinados de Davi, Salomão e aos reis subseqüentes de
Judá.
1 Crônicas é,
em parte, o mesmo que 2 Samuel. Trata apenas da história de Davi, prefaciando-a
com nove capítulos de genealogias. Estas cobrem o período de Adão à volta dos
judeus do cativeiro; é uma espécie de documento e de epítome de toda a história
sagrada anterior. Freqüentes referências se fazem a outras histórias, anais e
arquivos oficiais. “A História do rei Davi”; 1 Cr 27:24; “Crônicas de Samuel”,
o vidente; Crônicas do profeta Natã e Crônicas de Gade, o vidente”; 1 Cr 29:29;
“Livro da História de Natã, o profeta, profecia de Aías, o silonita, e as
visões de Ido, o vidente”; 2 Cr 9:29, dentre outros.
Vê-se, assim,
que o autor recorreu a diários e registros públicos que hoje não são
conhecidos. Também teve acesso a todos os livros anteriores do AT. Guiado por
Deus, transcreveu, omitiu ou acrescentou o que convinha ao propósito do seu
próprio livro. Sendo assim, temos nesta parte do AT uma narrativa dupla. Como
vimos no livro de Deuteronômio, a repetição aqui tem um propósito divino. Crônicas
se tornou um registro importante para o período da Restauração de Jerusalém,
depois do cativeiro babilônico, ocorrido sob a liderança de Esdras e Neemias.
Após a restauração de Jerusalém, todo elemento misto foi separado da nação de
Israel. Como isso poderia ocorrer, se não tivesse um registro muito bem
preparado. Os que não puderam provar sua linhagem, eram banidos por imundos
para o sacerdócio; Ed 2:59-62. Veja ainda: “Naquele
dia, se leu para o povo no Livro de Moisés; achou-se escrito que os amonitas e
os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus, porquanto não tinham
saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; antes, assalariaram
contra eles Balaão para os amaldiçoar; mas o nosso Deus converteu a maldição em
bênção. Ouvindo eles, o povo, esta lei, apartaram de Israel todo elemento
misto”. Ne 13:1-3. Na Restauração, tudo foi
restabelecido, segundo a Palavra do Senhor que outrora foi dita: As Festas
Fixas Ed 3:4, 5; Ne 8:13, 14; O
Sacerdócio, Ed 6:18; O sustento dos levitas; Ne
13:10, 11. Veja, ainda, Ne cap 8.
- Esdras
(Ed) e Neemias (Ne): Estes dois livros constituíam, originalmente, um
único. Estes são os livros que narram os acontecimentos referentes à volta do
povo judeu do cativeiro babilônico e a reedificação do templo e dos muros de
Jerusalém. Há um significado espiritual muito profundo com os dias em que
estamos vivendo. A Igreja de Cristo teve seu apogeu no período da Igreja
Apostólica Neotestamentaria. Depois, com a fusão da Igreja com o Estado, a
Igreja de Cristo entrou em um período de 1.000 anos de apostasia, conhecido com
Idade das Trevas (Idade Média). Mas, agora, o Senhor está restaurando a Sua
Igreja, passo a passo, de tempo em tempo, de geração em geração, conforme fala
Pedro:
“Arrependei-vos,
pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim
de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o
Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até
aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos
seus santos profetas desde a antiguidade”. Atos 3:19 a 21.
- Ester
(Et): A história de Ester dá-se no mesmo período da Restauração de
Esdras e Neemias. O período de restauração é sempre um período de
oposição, contra os propósitos de Deus, conforme vimos largamente nos
livros de Esdras e Neemias, e agora no de Ester. Em Ester 3:7 a 15,
vemos que Hamã, o inimigo do povo de Deus, lança sorte (PUR), dia a dia, mês a
mês, para ver qual era um bom dia e mês para a morte de seus inimigos judeus.
Hamã tinha uma cultura babilônica e demoníaca. Ele usou os princípios da
cartomancia, astrologia e macumbaria para ver um dia de AZAR para seus
inimigos. A sorte caiu no dia 13 do 12º mês, mês de
Adar. O dia 13 sempre foi utilizado como dia de azar, de maldição, no mundo das
trevas.
Porém,
em Ester capítulo 8, vemos que o povo de Deus é
autorizado a RESITIR contra os seus inimigos. A intercessão violenta de Ester
moveu o coração do Rei para autorizar a MUDANÇA DA SORTE de seu povo. Foi
então, que Mordecai foi autorizado a escrever um edito, em NOME do rei Assuero
e usando o seu ANEL, para todos os judeus, onde o Rei concedia AUTORIDADE para
que eles defendessem suas vidas, para “destruir, matar e aniquilar de vez
toda e qualquer força armada do povo da província que viessem contra eles...” (versículos
9 a 11).
Ester
9:1-15 mostra que o povo de Deus matou os seus inimigos. A
HORA DA VIRADA e DA MUDANÇA DA SORTE (no dia 13). FESTA DE PURIM - Ester
capítulo 9:16-32. O livro de Ester encerra com a celebração desta
FESTA da virada da sorte. Mordecai estabelece mais esta Festa de Purim,
nos dias de Restauração, assim como o jejum e oração de Ester; 9:
26 a 32.
domingo, 20 de maio de 2018
Curiosidades e mistérios da Bíblia
A Bíblia é cheia de mistérios, segredos, curiosidades que nos pregam peças. Para entendermos o conteúdo da Bíblia precisamos ficar atentos a alguns detalhes.
Aqui você vai descobrir alguns segredos, algumas curiosidades e poderá levar para os estudo bíblicos da sua igreja, do seu grupo de evangelização.
Esse conteúdo também poderá ser usado em gincanas, debates bíblicos nos grupos de jovens, grupos de adolescentes, grupos de senhoras.
Canal do YOUTUBE:
https://youtu.be/FO6eX7IdCIw
https://youtu.be/FO6eX7IdCIw
domingo, 11 de março de 2018
O Evangelho segundo Mateus - Estudo Bíblico
INTRODUÇÃO
O Evangelho segundo Mateus é um dos quatro
livros da Bíblia a contar a história de Jesus: desde sua anunciação à Maria,
pelo anjo Gabriel, até sua ressurreição, dando início à igreja primitiva sob a
influência do Espírito Santo.
É importante frisar que a palavra
EVANGELHO, traduzida do grego, significa BOAS NOVAS, ou BOAS NOTÍCIAS (Nos
versículos 10 e 11, do capítulo 2 de Lucas, encontramos: E o anjo lhes disse: não temais, porque eis
aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na
cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor).
Então, são boas novas, boas notícias sobre Jesus, sobre o Reino dos céus. Daí
que algumas versões preferem trazer o título como O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS
(para o distinguir dos outros três – Marcos, Lucas e João), ao invés de O
EVANGELHO DE MATEUS.
Outra coisa importante que precisamos
identificar no livro é o seu início, que indica um dos propósitos do livro. No
primeiro versículo, temos: Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de
Abraão. Esse fato, tanto dá legitimidade à Jesus como sendo o
Messias esperado, como, também, segundo alguns historiadores e críticos, liga
Jesus às alianças feitas com Davi e Abraão, encontradas em 2 Sm 7.8-16 e Hb 11.
17-19).
A partir de agora, veremos algumas características
peculiares dessa que é considerada uma das maiores obras da literatura cristã,
inspirada por Deus, a saber: sua autoria, destinatários, data em que foi
escrita, propósito, resumo e algumas curiosidades.
Quem
escreveu o Evangelho?
Se analisarmos pelo ponto de vista das
evidências explícitas no próprio livro, diríamos que a autoria é anônima, como
sugerem alguns historiadores, pois não consta no livro o nome do seu autor. Segundo
esses críticos, o Evangelho teria sido escrito por um cristão anônimo do
primeiro século, que teria se utilizado de alguns escritos originais do
referido apóstolo. No entanto, não há provas convincentes que negue a autoria
do livro como sendo de Mateus e há fortes incidências de que a igreja primitiva
tenha atribuído a autoria do livro ao apóstolo Mateus, também chamado de Levi.
O importante é que a mensagem e conteúdo do livro nos revelam que o Espírito
Santo conduziu a composição dessa importante obra sobre a vida de Jesus.
A quem
este Evangelho se destina?
Especula-se que o livro tenha sido escrito
a irmãos da igreja em Antioquia, que comportava judeus e gentios convertidos.
Mas o livro não responde a essa pergunta.
Entretanto, pelo conteúdo do livro,
infere-se que Mateus tenha escrito o livro para judeus cristãos e gentios
convertidos com conhecimento elevado dos escritos do Antigo Testamento. Essa
crença se deve ao fato de que o autor se utilizou muitas vezes de expressões
próprias do judaísmo, sem explica-las, diferente de Marcos e Lucas, tornando-as
incompreensíveis àqueles que não fossem judeus. Expressões como REINO DOS CÉUS,
CIDADE SANTA, CASA DE ISRAEL, CONSUMAÇÃO DO SÉCULO E FILHO DE DAVI sustentam a
teoria de que os destinatários eram judeus convertidos.
Qual a
data em que foi escrito?
Há uma grande discussão sobre a data em
que o livro foi escrito, porém é quase unânime a aceitação de que tenha sido
escrito entre os anos 60 e 70 d.C, uma
vez que acredita-se que seu autor tenha se utilizado das informações contidas
no livro de Marcos. Isso parece claro quando analisamos
ambos os Evangelhos: dos 661 versículos do Evangelho de Marcos, 606 possuem
paralelo no Evangelho de Mateus. Embora falte uma evidência absoluta,
Antioquia da Síria, por volta de 75 d.C., são local e data plausíveis e
prováveis.
Qual o seu propósito?
O propósito e tema do Evangelho de Mateus é apresentar Jesus
como o Messias, o Filho de Deus. Ele é descrito no primeiro Evangelho como
sendo o cumprimento das profecias anunciadas pelos profetas no Antigo
Testamento.
Logo na genealogia do capítulo 1, Mateus mostra que Jesus é o tão esperado
rei prometido, pois o identifica como descendente de Davi e Abraão. O reino que
Ele trouxe é o cumprimento do plano de redenção de Deus.
Segundo Mateus, sobre Jesus, sabemos que: Ele cumpriu as Escrituras;
inaugurou o Reino de Deus; comissionou seus seguidores a espalhar esse reino a
todos os povos, tribos e línguas; advertiu que a tarefa de evangelizar seria
acompanhada de aflições e perseguições, mas também avisou que sempre estaria
com aqueles que são seus. Por fim, Ele prometeu que um dia retornará e o Reino
de Deus alcançará sua plena realização.
Com um arranjo sistemático muito bem feito, o autor do primeiro
Evangelho traz uma categorização e organização dos temas de forma impecável.
Como se
organiza o Evangelho segundo Mateus?
Dependendo
do estudioso, tradutor e versões, variam-se os esboços, partes ou divisões do
livro. De forma geral, podemos assim resumi-lo:
Prefácio
ou Introdução (1.1
– 2.23): Do versículo primeiro do capitulo 1, ao versículo 23 do capítulo 2,
encontramos os relatos sobre a genealogia (42 gerações de Abraão até Cristo), o
nascimento (Belém da Judeia), infância e juventude de Jesus.
A vinda
do Reino dos Céus (3.1
– 7.29): Aqui, encontramos João Batista anunciando Jesus como o Messias que traria
o Reino dos Céus, batismo, tentação e primeiros discípulos de Jesus e o
conhecido SERMÃO DA MONTANHA.
As
obras do Reino dos Céus (8.1 – 10-42): Nessa seção, presenciamos
alguns dos muitos milagres de Jesus e, também, a missão dos doze discípulos, no
Reino dos Céus.
A
natureza do Reino dos Céus (11.1 – 13.58): Jesus explicou a verdadeira natureza de seu reino. Ele mostrou que não
se tratava de um reino conforme as expectativas populares. As parábolas de Jesus registradas no capítulo 13 mostram
claramente essa verdade.
A
autoridade do Reino dos Céus (14.1 – 18.35): A autoridade de
Jesus, como Rei, é demonstrada na atuação de mais milagres, parábolas e ações
que revelam seu caráter inquestionável.
As
mudanças do Reino dos Céus (19.1 – 25.46): Nesses capítulos, Jesus denunciou a hipocrisia dos
religiosos judeus, ensinou sobre as grandes mudanças que o seu reino promove,
como um reino justo e reto. Nessa seção também está registrado o sermão
profético de Jesus.
A paixão e a
ressurreição de Cristo (26:1-28:20): Na parte final há um relato detalhista das aflições as
quais Jesus foi submetido. Assim, Ele é apresentado como o Rei vitorioso que
ressuscitou. Antes da ascensão ao céu, Jesus também comissionou os seus
discípulos a pregarem o Evangelho por todo
o mundo.
Você
sabia?
1. Dentre os
Evangelhos, o Evangelho de Mateus é o que possui mais estilo judaico.
2. Era o
Evangelho mais utilizado pela Igreja Primitiva, principalmente para
discipulados.
3. É o
Evangelho que mais cita a frase “para que se cumprisse o que
fora dito”.
4. A palavra
“reino” é encontrada cinquenta e seis vezes no Evangelho de Mateus. A expressão
“Reino dos Céus” só é encontrada nesse Evangelho.
5. É o
Evangelho que mais apresentou Jesus como Rei dos Judeus.
6. Os cinco
sermões principais encontrados no Evangelho de Mateus (Sermão do Monte,
Instruções aos Doze, As Parábolas do Reino, A Comunidade Cristã, que trata do
caráter dos verdadeiros seguidores do Senhor, e o Sermão
Escatológico de Jesus) contém os textos mais completos entre os
Evangelhos sobre o ensino de Jesus.
7. Embora
tenha sido originalmente escrito para a igreja em Antioquia, constituída de
judeus e gentios, claramente o objetivo do Evangelho de Mateus não era apenas
ficar restrito aquela congregação, mas que fosse propagado também entre todos
os seguidores de Cristo ao longo dos tempos.
Referências:
https://estiloadoracao.com/o-evangelho-de-mateus/
L. M. Petersen (https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2009/07/estudo-do-evangelho-de-mateus.html)
domingo, 4 de março de 2018
Estudo sobre a Bíblia: Resumo dos quatro Evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João
Estudo
Bíblico: Os quatro Evangelhos
Para iniciarmos um estudo sobre qualquer um dos
livros dos quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e Joãos), precisamos
compreender a composição bíblica e as verdades sobre o Messias (Jesus) e o
propósito de sua vinda e ministério terrenos, como uma obra redentora; sendo
esse o assunto principal dos quatro evangelhos.
Primeiro, é essencial que identifiquemos a
preparação desse caminho ao longo dos escritos bíblicos, a começar por Genesis,
até chegar no livro de Malaquias, último livro do Antigo Testamento, período no
qual Deus se relaciona diretamente com o povo hebreu, suscita juízes, sacerdotes
e reis que, por serem homens/pessoas, não exercem com perfeição seus
ministérios, o que aponta para a necessidade de alguém que cumprisse esses
ofícios com perfeição.
Então, vejamos:
No Pentateuco (Gênesis,
Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) encontramos a necessidade de um
Sacerdote, porque aí é que aparece o sacerdócio de Arão, que havia de ser
incompleto (Ex 28.1). Não se sabe os motivos pelos quais Arão foi
escolhido para essa função, tendo em vista que, talvez, o próprio Moisés é quem
tinha a legitimidade para exercer tal ministério. No entanto, podemos supor que
Deus conferiu a Arão esse ofício por ele ter sido o braço forte de Moisés
quando da época da libertação do povo hebreu da escravidão egípcia (Ex 4.14-16).
Outro fato que merece
destaque e, outra vez, podemos fazer uma suposição, é o episódio do bezerro de
ouro, construído por Arão e pelo povo, enquanto Moisés estava no Monte Sinai recebendo
as “Leis”, escritas em tábuas, que foram quebradas, após a constatação da
idolatria do povo, consentida por Arão (Ex 32.19). Pensa-se, então,
que Deus escolhe Arão para o ministério sacerdotal, porque quando ele visse os
fragmentos das tábuas quebradas, que foram guardados junto às duas outras
tábuas inteiras, ele teria a atitude de humilhar-se e pedir perdão para si e
para todo o povo; não apenas para o povo.
Nos Livros Históricos (Josué, Juízes,
Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester), encontramos
a necessidade de um Rei, pois nos contam como fracassaram os líderes e reis do
povo de Deus, a começar por Saul que foi escolhido pela vontade do povo, que
queriam ser governados como as nações vizinhas (I Sm 8.5). E a história nos revelam que os
reis falharam.
Nos Livros Poéticos (Jó, Salmos,
Provérbios, Eclesiastes e Cantares) e Profetas (Isaías, Jeremias,
Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias,
Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias), temos a necessidade de
um perfeito Profeta, para cumprir as profecias ditas anteriormente.
Então, temos No
Antigo Testamento, ministérios falhos e/ou inacabados. A Bíblia não poderia
encerrar-se assim. Dessa forma, temos os relatos dos quatro evangelhos que contarão
a história de um homem que cumpriu com perfeição os ministérios de sacerdote,
profeta e rei.
É nos Evangelhos que
encontraremos a personificação do amor de Deus e de Seu filho Jesus, por meio
da Graça.
Mas, por que QUATRO EVANGELHOS?
Quando se fala da fé do cristianismo
e da veracidade dos fatos bíblicos, principalmente daqueles relacionados a
Jesus, a comunidade científica requer testemunhas diferentes falando do mesmo
assunto; assim, encontramos nos evangelhos, escritos por diferentes pessoas,
mas escrevendo sobre a mesma pessoa, testemunhas que dão veracidade aos fatos
da vida de Jesus.
Acredita-se que cada um dos
quatro evangelhos apresentam o Cristo como uma figura das revelações de
Ezequiel (1.10) e Apocalipse (4.6-7), conferindo-lhe características dos quatro
seres viventes apresentados nessas passagens.
Mateus (O Rei, o Leão da
Tribo de Judá):
Mateus (um ex-cobrador
de impostos e apóstolo de Jesus) estava escrevendo principalmente para os
Judeus, pois ele cita mais de cem passagens do Antigo Testamento e usa termos
familiares aos judeus, como filho de Davi (Mateus
1:1 ), além de apresentar genealogias e linhagens para situar Jesus como legítimo
herdeiro do título de REI.
Ele representou Jesus
como um Rei que veio para estabelecer o Seu reino, e colocou uma ênfase
especial em Jesus como o Messias, que havia sido mencionado no Antigo
Testamento e escreveu sobre Seus ensinos, Seu reino e Sua autoridade.
Marcos (O Servo, boi): Marcos (João Marcos do Livro de Atos, um jovem pregador da era apostólica) parece ter escrito para um público não-judeu. Ele eliminou assuntos de pouco interesse para os gentios, como as genealogias.
Quando mencionou a tradição judaica, ele geralmente a explicou. Registrou a vida de Cristo conforme ele a ouvira de Pedro.
Marcos parece ter se preocupado mais com o que Jesus fez do que com o que Ele ensinou e apresentou Jesus como um Servo, ao escrever “Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”; 10:4
Marcos se preocupou mais com os milagres, os atos de Jesus, do que com suas palavras, porque, neles, pode-se ver o amor e o cuidado do Senhor pelas pessoas.
Lucas (Filho do Homem, Homem Perfeito): Lucas (Dr. Lucas, que acompanhou Paulo em várias de suas viagens missionárias, incluindo a viagem a Roma) parece ter escrito para um público não-judeu.
O relato de Lucas foi escrito para os intelectuais, e apresenta Jesus como o Filho do Homem (Lucas 9: 10) e coloca ênfase especial na Sua humanidade perfeita. Para Lucas, Jesus tem fome, tem sede e chora, mas é perfeito.
O evangelho de Lucas é um dos mais completos no sentido de apresentar o Cristo Homem, com emoções, preocupado com as pessoas e seus sentimentos e de uma personalidade perfeita.
João (Águia - Jesus é aquele que voa alto, é o Verbo de Deus):
João, um ex-pescador e o apóstolo amado; provavelmente foi escrito depois dos outros três e tem a sua própria ênfase especial.
João apresentou Jesus como Filho de Deus (João 20:31 ) e ressaltou Sua divindade. O propósito do Evangelho segundo João é descrito na passagem: “Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”; 20:30, 31. A palavra CRER aparece 98 vezes em João, mais do que em todos os outros Evangelhos juntos.
Quando mencionou a tradição judaica, ele geralmente a explicou. Registrou a vida de Cristo conforme ele a ouvira de Pedro.
Marcos parece ter se preocupado mais com o que Jesus fez do que com o que Ele ensinou e apresentou Jesus como um Servo, ao escrever “Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”; 10:4
Marcos se preocupou mais com os milagres, os atos de Jesus, do que com suas palavras, porque, neles, pode-se ver o amor e o cuidado do Senhor pelas pessoas.
Lucas (Filho do Homem, Homem Perfeito): Lucas (Dr. Lucas, que acompanhou Paulo em várias de suas viagens missionárias, incluindo a viagem a Roma) parece ter escrito para um público não-judeu.
O relato de Lucas foi escrito para os intelectuais, e apresenta Jesus como o Filho do Homem (Lucas 9: 10) e coloca ênfase especial na Sua humanidade perfeita. Para Lucas, Jesus tem fome, tem sede e chora, mas é perfeito.
O evangelho de Lucas é um dos mais completos no sentido de apresentar o Cristo Homem, com emoções, preocupado com as pessoas e seus sentimentos e de uma personalidade perfeita.
João (Águia - Jesus é aquele que voa alto, é o Verbo de Deus):
João, um ex-pescador e o apóstolo amado; provavelmente foi escrito depois dos outros três e tem a sua própria ênfase especial.
João apresentou Jesus como Filho de Deus (João 20:31 ) e ressaltou Sua divindade. O propósito do Evangelho segundo João é descrito na passagem: “Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”; 20:30, 31. A palavra CRER aparece 98 vezes em João, mais do que em todos os outros Evangelhos juntos.
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