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segunda-feira, 19 de março de 2018

O Pregador do Trem - ILUSTRAÇÕES DO EVANGELHO PARA ESTUDOS BÍBLICOS, SERMÕES E PREGAÇÕES.

O Pregador do Trem

Certo homem morava no final de Xerém, subúrbio do Estado do Rio de Janeiro e trabalhava na zona sul do Rio. Viajava diariamente de trem para ir e vir do trabalho.

Certo dia parou numa praça da cidade onde acontecia um culto ao ar livre e na hora do apelo ele se converteu. Ganhou uma bíblia de presente que ele lia sempre durante o percurso da viagem. Ele tinha um sonho: pregar a palavra de Deus. Quando leu o texto "Ide e Pregai a toda criatura..." sentiu um impulso de realizar seu desejo, mas seu tempo era escasso, pois trabalhava até mesmo nos finais de semana. Teve então, uma brilhante ideia: economizou e comprou uma bíblia nova de letras gigantes, para ler no trem em movimento, e passou a pregar durante a viagem de ida e volta. Estava feliz da vida, pois estava dando frutos para o Reino de Deus.
Até que um dia surgiu um passageiro que não aprovou a ideia da pregação dentro do trem, pois cochilava ao balanço do trem, durante a viagem. Inconformado, o homem reclamava o tempo todo. O pregador, pacientemente, trocava de vagão. Porém, quando começava a pregar, lá estava o sujeito, mais uma vez reclamando. Então, esse homem, extremamente irado, levantou sua voz e gritou:
-"Pare de me perturbar! Da próxima vez que você pregar de novo no trem, e atrapalhar o meu cochilo, vou jogar sua bíblia fora. É melhor ficar quieto..."
Prudentemente, o pregador clamou a Deus e jejuou para que Deus não permitisse que aquele homem cumprisse sua ameaça, que houvesse impedimentos. Assim o pregador orou com fé, confiando que Deus o ouviu. No outro dia, o que se sentia importunado saiu bem cedo para o trabalho, e lá estava o pregador do trem todo confiante, semeando a Palavra de Deus. Subitamente, o valente levantou-se e bradou: - "Eu te avisei, mas você não acreditou!", e arrancou a bíblia das mãos do pregador e jogou-a pela janela do trem, diante de um público estupefato. O pregador sentiu-se humilhado, decepcionado e muito triste com a situação.
Resolveu não ser mais crente, pois confiava que Deus ia livrá-lo dessa vergonha e por não ter sido atendido, decidiu não trilhar mais os caminhos do Senhor. Por ter virado as costas para Deus, as coisas começaram a ficar difícil para ele. Perdeu o emprego, tornou-se um desocupado, abandonou sua casa e passou a viver nas ruas, dormindo nos bancos das praças.
Depois de um certo tempo, numa determinada praça onde costumava se embriagar e dormir no banco, estava acontecendo um culto ao ar livre. Despertou sua atenção, pois esse pregador contava o seu testemunho de que um dia estava desesperado e foi para junto da linha do trem para cometer suicídio, mas Deus, com seu infinito amor usou um filho seu para salvá-lo de ser despedaçado pelo trem. Continuou relatando que quando ia se atirar embaixo do trem, algo muito pesado foi arremessado em sua cabeça, e

ele caiu junto aos trilhos, meio desacordado sem entender nada do que estava ocorrendo. Foi quando se deparou que era um grande livro e um vento providencial virava suas páginas, parando exatamente na página onde pôde ler admirado o versículo 11 do Capítulo 28 do Evangelho de Mateus: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei". E exclamou jubiloso: -"Então fiquei com esta bíblia, hoje sou feliz e a minha vida mudou!" E concluiu: "-Um dia hei de encontrar esse filho de Deus, dar-lhe um grande abraço e agradecer-lhe pelo bem que me fez, livrando-me não somente da morte física, mas principalmente da condenação eterna".
O pregador do trem que ouvia a tudo atentamente não conseguiu conter o seu desesperado choro e inesperadamente, levantou-se do banco e gritou com o rosto banhado em lágrimas: "- Perdoe-me, Senhor Jesus, pois não compreendi os teus planos. Perdoe-me por ter duvidado do teu poder e do teu amor por todos esses anos".
E soluçando muito dirigiu-se ao pastor que testemunhava, mal conseguindo declarar: "- Eu era o dono daquela grande bíblia!". Disse o seu nome e mostrou a todos a sua assinatura registrada na primeira página daquela grande Bíblia.
“E disse-lhes : Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16:15

domingo, 11 de março de 2018

O Evangelho segundo Mateus - Estudo Bíblico


INTRODUÇÃO 

O Evangelho segundo Mateus é um dos quatro livros da Bíblia a contar a história de Jesus: desde sua anunciação à Maria, pelo anjo Gabriel, até sua ressurreição, dando início à igreja primitiva sob a influência do Espírito Santo.
É importante frisar que a palavra EVANGELHO, traduzida do grego, significa BOAS NOVAS, ou BOAS NOTÍCIAS (Nos versículos 10 e 11, do capítulo 2 de Lucas, encontramos: E o anjo lhes disse: não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor). Então, são boas novas, boas notícias sobre Jesus, sobre o Reino dos céus. Daí que algumas versões preferem trazer o título como O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS (para o distinguir dos outros três – Marcos, Lucas e João), ao invés de O EVANGELHO DE MATEUS.
Outra coisa importante que precisamos identificar no livro é o seu início, que indica um dos propósitos do livro. No primeiro versículo, temos: Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão. Esse fato, tanto dá legitimidade à Jesus como sendo o Messias esperado, como, também, segundo alguns historiadores e críticos, liga Jesus às alianças feitas com Davi e Abraão, encontradas em 2 Sm 7.8-16 e Hb 11. 17-19).
A partir de agora, veremos algumas características peculiares dessa que é considerada uma das maiores obras da literatura cristã, inspirada por Deus, a saber: sua autoria, destinatários, data em que foi escrita, propósito, resumo e algumas curiosidades.


Quem escreveu o Evangelho?

Se analisarmos pelo ponto de vista das evidências explícitas no próprio livro, diríamos que a autoria é anônima, como sugerem alguns historiadores, pois não consta no livro o nome do seu autor. Segundo esses críticos, o Evangelho teria sido escrito por um cristão anônimo do primeiro século, que teria se utilizado de alguns escritos originais do referido apóstolo. No entanto, não há provas convincentes que negue a autoria do livro como sendo de Mateus e há fortes incidências de que a igreja primitiva tenha atribuído a autoria do livro ao apóstolo Mateus, também chamado de Levi. O importante é que a mensagem e conteúdo do livro nos revelam que o Espírito Santo conduziu a composição dessa importante obra sobre a vida de Jesus.


A quem este Evangelho se destina?

Especula-se que o livro tenha sido escrito a irmãos da igreja em Antioquia, que comportava judeus e gentios convertidos. Mas o livro não responde a essa pergunta.
Entretanto, pelo conteúdo do livro, infere-se que Mateus tenha escrito o livro para judeus cristãos e gentios convertidos com conhecimento elevado dos escritos do Antigo Testamento. Essa crença se deve ao fato de que o autor se utilizou muitas vezes de expressões próprias do judaísmo, sem explica-las, diferente de Marcos e Lucas, tornando-as incompreensíveis àqueles que não fossem judeus. Expressões como REINO DOS CÉUS, CIDADE SANTA, CASA DE ISRAEL, CONSUMAÇÃO DO SÉCULO E FILHO DE DAVI sustentam a teoria de que os destinatários eram judeus convertidos.


Qual a data em que foi escrito?

Há uma grande discussão sobre a data em que o livro foi escrito, porém é quase unânime a aceitação de que tenha sido escrito entre os anos 60 e 70 d.C,  uma vez que acredita-se que seu autor tenha se utilizado das informações contidas no livro de Marcos. Isso parece claro quando analisamos ambos os Evangelhos: dos 661 versículos do Evangelho de Marcos, 606 possuem paralelo no Evangelho de Mateus. Embora falte uma evidência absoluta, Antioquia da Síria, por volta de 75 d.C., são local e data plausíveis e prováveis.

Qual o seu propósito?

O propósito e tema do Evangelho de Mateus é apresentar Jesus como o Messias, o Filho de Deus. Ele é descrito no primeiro Evangelho como sendo o cumprimento das profecias anunciadas pelos profetas no Antigo Testamento.
Logo na genealogia do capítulo 1, Mateus mostra que Jesus é o tão esperado rei prometido, pois o identifica como descendente de Davi e Abraão. O reino que Ele trouxe é o cumprimento do plano de redenção de Deus.
Segundo Mateus, sobre Jesus, sabemos que: Ele cumpriu as Escrituras; inaugurou o Reino de Deus; comissionou seus seguidores a espalhar esse reino a todos os povos, tribos e línguas; advertiu que a tarefa de evangelizar seria acompanhada de aflições e perseguições, mas também avisou que sempre estaria com aqueles que são seus. Por fim, Ele prometeu que um dia retornará e o Reino de Deus alcançará sua plena realização.
Com um arranjo sistemático muito bem feito, o autor do primeiro Evangelho traz uma categorização e organização dos temas de forma impecável.


Como se organiza o Evangelho segundo Mateus?


Dependendo do estudioso, tradutor e versões, variam-se os esboços, partes ou divisões do livro. De forma geral, podemos assim resumi-lo:

Prefácio ou Introdução (1.1 – 2.23): Do versículo primeiro do capitulo 1, ao versículo 23 do capítulo 2, encontramos os relatos sobre a genealogia (42 gerações de Abraão até Cristo), o nascimento (Belém da Judeia), infância e juventude de Jesus.

A vinda do Reino dos Céus (3.1 – 7.29): Aqui, encontramos João Batista anunciando Jesus como o Messias que traria o Reino dos Céus, batismo, tentação e primeiros discípulos de Jesus e o conhecido SERMÃO DA MONTANHA.

As obras do Reino dos Céus (8.1 – 10-42): Nessa seção, presenciamos alguns dos muitos milagres de Jesus e, também, a missão dos doze discípulos, no Reino dos Céus.

A natureza do Reino dos Céus (11.1 – 13.58): Jesus explicou a verdadeira natureza de seu reino. Ele mostrou que não se tratava de um reino conforme as expectativas populares. As parábolas de Jesus registradas no capítulo 13 mostram claramente essa verdade.

A autoridade do Reino dos Céus (14.1 – 18.35): A autoridade de Jesus, como Rei, é demonstrada na atuação de mais milagres, parábolas e ações que revelam seu caráter inquestionável.

As mudanças do Reino dos Céus (19.1 – 25.46): Nesses capítulos, Jesus denunciou a hipocrisia dos religiosos judeus, ensinou sobre as grandes mudanças que o seu reino promove, como um reino justo e reto. Nessa seção também está registrado o sermão profético de Jesus.

A paixão e a ressurreição de Cristo (26:1-28:20): Na parte final há um relato detalhista das aflições as quais Jesus foi submetido. Assim, Ele é apresentado como o Rei vitorioso que ressuscitou. Antes da ascensão ao céu, Jesus também comissionou os seus discípulos a pregarem o Evangelho por todo o mundo.


Você sabia?

1.      Dentre os Evangelhos, o Evangelho de Mateus é o que possui mais estilo judaico.
2.      Era o Evangelho mais utilizado pela Igreja Primitiva, principalmente para discipulados.
3.      É o Evangelho que mais cita a frase “para que se cumprisse o que fora dito”.
4.      A palavra “reino” é encontrada cinquenta e seis vezes no Evangelho de Mateus. A expressão “Reino dos Céus” só é encontrada nesse Evangelho.
5.      É o Evangelho que mais apresentou Jesus como Rei dos Judeus.
6.      Os cinco sermões principais encontrados no Evangelho de Mateus (Sermão do Monte, Instruções aos Doze, As Parábolas do Reino, A Comunidade Cristã, que trata do caráter dos verdadeiros seguidores do Senhor, e o Sermão Escatológico de Jesus) contém os textos mais completos entre os Evangelhos sobre o ensino de Jesus.
7.      Embora tenha sido originalmente escrito para a igreja em Antioquia, constituída de judeus e gentios, claramente o objetivo do Evangelho de Mateus não era apenas ficar restrito aquela congregação, mas que fosse propagado também entre todos os seguidores de Cristo ao longo dos tempos.



Referências:

https://estiloadoracao.com/o-evangelho-de-mateus/
L. M. Petersen (https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2009/07/estudo-do-evangelho-de-mateus.html)

domingo, 4 de março de 2018

Estudo sobre a Bíblia: Resumo dos quatro Evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João


Estudo Bíblico: Os quatro Evangelhos


Para iniciarmos um estudo sobre qualquer um dos livros dos quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e Joãos), precisamos compreender a composição bíblica e as verdades sobre o Messias (Jesus) e o propósito de sua vinda e ministério terrenos, como uma obra redentora; sendo esse o assunto principal dos quatro evangelhos.

Primeiro, é essencial que identifiquemos a preparação desse caminho ao longo dos escritos bíblicos, a começar por Genesis, até chegar no livro de Malaquias, último livro do Antigo Testamento, período no qual Deus se relaciona diretamente com o povo hebreu, suscita juízes, sacerdotes e reis que, por serem homens/pessoas, não exercem com perfeição seus ministérios, o que aponta para a necessidade de alguém que cumprisse esses ofícios com perfeição.

Então, vejamos:

No Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) encontramos a necessidade de um Sacerdote, porque aí é que aparece o sacerdócio de Arão, que havia de ser incompleto (Ex 28.1). Não se sabe os motivos pelos quais Arão foi escolhido para essa função, tendo em vista que, talvez, o próprio Moisés é quem tinha a legitimidade para exercer tal ministério. No entanto, podemos supor que Deus conferiu a Arão esse ofício por ele ter sido o braço forte de Moisés quando da época da libertação do povo hebreu da escravidão egípcia (Ex 4.14-16).
Outro fato que merece destaque e, outra vez, podemos fazer uma suposição, é o episódio do bezerro de ouro, construído por Arão e pelo povo, enquanto Moisés estava no Monte Sinai recebendo as “Leis”, escritas em tábuas, que foram quebradas, após a constatação da idolatria do povo, consentida por Arão (Ex 32.19). Pensa-se, então, que Deus escolhe Arão para o ministério sacerdotal, porque quando ele visse os fragmentos das tábuas quebradas, que foram guardados junto às duas outras tábuas inteiras, ele teria a atitude de humilhar-se e pedir perdão para si e para todo o povo; não apenas para o povo.

Nos Livros Históricos (Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester), encontramos a necessidade de um Rei, pois nos contam como fracassaram os líderes e reis do povo de Deus, a começar por Saul que foi escolhido pela vontade do povo, que queriam ser governados como as nações vizinhas (I Sm 8.5). E a história nos revelam que os reis falharam.

Nos Livros Poéticos (Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares) e Profetas (Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias), temos a necessidade de um perfeito Profeta, para cumprir as profecias ditas anteriormente. 

Então, temos No Antigo Testamento, ministérios falhos e/ou inacabados. A Bíblia não poderia encerrar-se assim. Dessa forma, temos os relatos dos quatro evangelhos que contarão a história de um homem que cumpriu com perfeição os ministérios de sacerdote, profeta e rei.

É nos Evangelhos que encontraremos a personificação do amor de Deus e de Seu filho Jesus, por meio da Graça.

Mas, por que QUATRO EVANGELHOS?

Quando se fala da fé do cristianismo e da veracidade dos fatos bíblicos, principalmente daqueles relacionados a Jesus, a comunidade científica requer testemunhas diferentes falando do mesmo assunto; assim, encontramos nos evangelhos, escritos por diferentes pessoas, mas escrevendo sobre a mesma pessoa, testemunhas que dão veracidade aos fatos da vida de Jesus.

Acredita-se que cada um dos quatro evangelhos apresentam o Cristo como uma figura das revelações de Ezequiel (1.10) e Apocalipse (4.6-7), conferindo-lhe características dos quatro seres viventes apresentados nessas passagens.


Mateus (O Rei, o Leão da Tribo de Judá):


Mateus (um ex-cobrador de impostos e apóstolo de Jesus) estava escrevendo principalmente para os Judeus, pois ele cita mais de cem passagens do Antigo Testamento e usa termos familiares aos judeus, como filho de Davi (Mateus 1:1 ), além de apresentar genealogias e linhagens para situar Jesus como legítimo herdeiro do título de REI.
Ele representou Jesus como um Rei que veio para estabelecer o Seu reino, e colocou uma ênfase especial em Jesus como o Messias, que havia sido mencionado no Antigo Testamento e escreveu sobre Seus ensinos, Seu reino e Sua autoridade.


Marcos (O Servo, boi): Marcos (João Marcos do Livro de Atos, um jovem pregador da era apostólica) parece ter escrito para um público não-judeu. Ele eliminou assuntos de pouco interesse para os gentios, como as genealogias. 
Quando mencionou a tradição judaica, ele geralmente a explicou. Registrou a vida de Cristo conforme ele a ouvira de Pedro. 
Marcos parece ter se preocupado mais com o que Jesus fez do que com o que Ele ensinou e apresentou Jesus como um Servo, ao escrever “Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”; 10:4
Marcos se preocupou mais com os milagres, os atos de Jesus, do que com suas palavras, porque, neles, pode-se ver o amor e o cuidado do Senhor pelas pessoas.

Lucas (Filho do Homem, Homem Perfeito): Lucas (Dr. Lucas, que acompanhou Paulo em várias de suas viagens missionárias, incluindo a viagem a Roma) parece ter escrito para um público não-judeu. 
O relato de Lucas foi escrito para os intelectuais, e apresenta Jesus como o Filho do Homem (Lucas 9: 10) e coloca ênfase especial na Sua humanidade perfeita. Para Lucas, Jesus tem fome, tem sede e chora, mas é perfeito. 
O evangelho de Lucas é um dos mais completos no sentido de apresentar o Cristo Homem, com emoções, preocupado com as pessoas e seus sentimentos e de uma personalidade perfeita.

João (Águia - Jesus é aquele que voa alto, é o Verbo de Deus):

João, um ex-pescador e o apóstolo amado; provavelmente foi escrito depois dos outros três e tem a sua própria ênfase especial. 
João apresentou Jesus como Filho de Deus (João 20:31 ) e ressaltou Sua divindade. O propósito do Evangelho segundo João é descrito na passagem: “Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”; 20:30, 31. A palavra CRER aparece 98 vezes em João, mais do que em todos os outros Evangelhos juntos.
 
 





sexta-feira, 2 de março de 2018

Os quatro Evangelhos da Bíblia Sagrada: MATEUS, MARCOS, LUCAS e JOÃO

Antes dos Evangelhos...

     No Antigo Testamento temos a preparação para o Messias como o Profeta, Sacerdote e Rei que havia de vir. 
O Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) mostra a necessidade de um Sacerdote, porque aí é que aparece o sacerdócio de Arão, que havia de ser incompleto. 
Os Livros Históricos (Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester), mostram a necessidade de um Rei, pois nos contam como fracassaram os líderes e reis do povo de Deus. 
E nos Livros Poéticos (Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares) e Profetas (Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias), sentimos a necessidade de um perfeito Profeta, que cumprisse e completasse a revelação que nos transmitiram os antigos profetas. 
O A.T. é um livro de profecias não cumpridas, de cerimônias não explicadas e de anseios não satisfeitos.  
No N.T., porém, temos os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) no qual aparece o Messias, que cumpre as profecias na sua vida, explica as cerimônias na sua morte e satisfaz os anseios na sua ressurreição. Cumpre as profecias na sua vida como Profeta, explica as cerimônias na sua morte como Sacerdote e satisfaz os anseios na sua ressurreição com REI.
Depois dos evangelhos, seguem-se Atos e as Epístolas, que podem ser designadas pelo termo Apropriação, pois mostram as várias maneiras como o Senhor é recebido, apropriado, aplicado e apreciado na vida dos indivíduos e das comunidades. Finalmente, o N.T. conclui com o livro do Apocalipse, que apresenta o cumprimento de tudo o que precedeu no plano e propósito de Deus.
Assim sendo, o N.T. abrange o passado, o presente e o futuro em seu prospecto magnífico. 
Os Evangelhos apresentam o amor de Deus e de Seu Filho.
Os Atos e as Epístolas, a Sua graça.
E o Apocalipse, a Sua vitória. 
E correspondendo a isto, temos as três bênçãos espirituais: perdão para o passado, poder para o presente e paz para o futuro.
Portanto, o coração da Bíblia e do Cristianismo é “Emanuel” – “Deus Conosco”. Por este motivo, podemos dizer que os quatro Evangelhos são o centro da Bíblia, porque neles é que temos a vida na terra, a obra de nosso Senhor na realização de nossa redenção (salvação) e Seus ensinamentos a respeito do Reino. 
Tudo o que precedeu os Evangelhos, no A.T., foi uma preparação para o aparecimento de Emanuel (do Cristo); e tudo o que se seguiu, no Novo Testamento, foi conseqüência desse aparecimento. Podemos, portanto, dizer que os Evangelhos são o ponto convergente e divergente das Sagradas Escrituras. Este fato prova a suprema importância do estudo e da revelação dos quatro Evangelhos.

I) OS QUATRO EVANGELHOS

A palavra “evangelho” nunca é usada no N.T. para designar um livro, mas é sempre usada com o sentido exclusivo de “boas novas”. 
Quando falamos, por exemplo, do Evangelho de Mateus, queremos significar as boas novas de Jesus Cristo registradas por Mateus. 
Este fato se pode ver no primeiro versículo do Evangelho de Marcos, que diz: “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”. 
Sendo assim, existe na realidade somente um Evangelho e quatro apresentações do mesmo. É por isso que em nossas Bíblias se lê: O Evangelho segundo (de acordo com) Mateus, Marcos, Lucas e João. 
Os quatro Evangelhos apresentam quatro retratos de um Cristo só, e o valor deles se encontra na harmonia dos relatos que os quatro dão ao Messias.

a) Por que quatro Evangelhos?
É provável que nenhum Evangelho pudesse sozinho apresentar a plenitude e a glória da Pessoa e da Obra de nosso Senhor. Além disso, há o princípio bíblico da confirmação; os ensinos de Jesus precisam ter mais de uma testemunha, para provar sua veracidade. Se há quatro versões sobre a vida, feitos e ensinamentos de Jesus, uma coisa é certa: significa que é um assunto de suma importância.
Só iremos compreender as “quatro dimensões” de Cristo na comunhão dos santos: “... a fim poderes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.”; Ef 4:18, 19.

b) Um retrato completo de Cristo
Já no segundo século, os pais da Igreja viam ou julgavam ver uma semelhança entre os Quatro Evangelhos e os querubins das visões de Ezequiel e do Apocalipse. Observe os textos abaixo?
“Há diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. O primeiro ser vivente é semelhante a leão, o segundo, semelhante a novilho, o terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando”; Ap 4:6, 7.
“A forma de seus rostos era como o de homem; à direita os quatro tinham rosto de leão; à esquerda, rosto de boi; e também rosto de águia todos os quatro”; Ez 1:10.
A simbologia é que Mateus apresenta Cristo como o Messias dos judeus, o Leão da Tribo de Judá; 
Marcos, como o Servo, simbolizado pelo boi (novilho ou bezerro), o servo por excelência do homem; 
Lucas, como Filho do Homem, simbolizado pelo animal com o rosto de homem; e 
João, como o Filho de Deus, simbolizado pela águia voando nas alturas. 
Esta compreensão já havia nascido bem cedo na Igreja Primitiva.
Por isso, note as ênfases e expressões que os quatro Evangelhos dão a respeito da pessoa de Jesus, descrevendo-O com características dos quatro seres viventes: 

Mateus (O Rei, o Leão da Tribo de Judá):
Mateus escreve o seu Evangelho pensando no período de transição do A.T. para o N.T.,  pensou nos judeus e nos judeus cristãos que estavam se convertendo a Cristo. Nele se pressupõe conhecimento do A.T., do qual se fazem abundantes citações – é o Evangelho que mais tem citações do A.T. 
Logo de início, Jesus Cristo é associado como sendo da linhagem real de Davi e das promessas de Deus a Abraão (1:1). 
Outra expressão dominante em Mateus é a palavra “cumprir-se”; 1:22., que aponta para o A.T. como tendo predito a vinda do Messias. 
Mateus é o Evangelho do Reino; apresenta Jesus como Rei dos Judeus e os Princípios do Reino. 
A genealogia nos dá a sucessão real; a mensagem de João Batista e de Cristo foi: “É chegado o reino dos céus”., e todas as parábolas, exceto três, se referem ao “Reino dos Céus”, expressão que aparece mais de trinta vezes. 
Deve-se dar especial atenção também à maneira como o ensino de Cristo é enfatizado em Mateus. Há cinco grandes seções em que esse ensino aparece, cada uma terminando com uma frase semelhante: “Tendo Jesus acabado todos estes ensinamentos...”; 7:28; 11:1; 13:53; 19:1 e 26:1. 
Esse ensino se refere aos vários aspectos do Reino:
(1) os princípios do Reino (caps. 5 a 7) 
(2) os discípulos do Reino (cap. 10); 
(3) seu progresso: como o Reino se propaga, valores do Reino e seleção do Reino (cap. 13); 
(4) questões de relacionamento no Reino (cap. 18); 
(5) o futuro do Reino e nosso preparo para vivê-Lo (caps. 24 a 25). 

Marcos (O Servo, boi): 
João Marcos não conheceu Jesus pessoalmente. Ele foi sobrinho do apóstolo Barnabé e Pedro foi instrumento de sua conversão; 1 Pe 5:13. 
Tem-se, com freqüência, observado também que o plano do Evangelho corresponde ao esboço do discurso de Pedro em casa de Cornélio; At 10:37-43. 
A ênfase não estava sobre o ensino de Jesus, mas em suas ações. Os atos de Jesus são enfatizados neste Evangelho. Marcos enfatiza que Jesus veio para servir: “Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”; 10:45. Marcos descreve Jesus não tendo onde reclinar a cabeça e “não tinha tempo nem para comer”;6:31. Jesus era o Servo de Jeová, Is 50:10; 52:13; 53:11.

Como o Evangelho foi escrito em cerca de 55 d.C., e as igrejas estavam cheias de gentios convertidos, percebemos um cuidado em explicar certas expressões aramaicas; 3:17; 5:41; 7:11; 10:46; bem como na explicação de costumes judaicos; 14:12; 15:42; e também na ausência de citações do A.T. na narrativa do próprio Marcos, exceto em 1:2. 

Por ser escrito para uma Igreja em expansão composta de, na sua maioria de gentios convertidos, este Evangelho enfatiza a atividade, a autoridade e as ações de Cristo – seus atos mais que suas palavras.


Lucas (Filho do Homem, Homem Perfeito): 

Lucas foi companheiro do apóstolo Paulo e autor do livro de Atos (note que o livro de Atos é uma continuidade do Evangelho, pelo que você notará ao ler os últimos versículos do Evangelho e os primeiros de Atos). 
Lucas era médico; Cl 4:14. Por ser medico, era um escritor detalhista, pois muito observador. Por isso Lucas descreve a humanidade de Jesus: ele tem fome, tem sede e chora, mas é perfeito. 
Como companheiro de Paulo, escreveu o Evangelho para que as igrejas pudessem conhecer melhor a Jesus. O Evangelho foi escrito entre 50 a 60 d.C. 
O propósito do Evangelho era produzir “plena certeza”, e foi escrito depois de acurada investigação dos fatos; 1:1-4. 
Lucas dirigiu o Evangelho, e o livro de Atos, a Teófilo (nome grego que significa “aquele que ama a Deus” ou “amigo de Deus”). Não se sabe se esse Teófilo era uma pessoa específica ou para todos que se tornaram “amigos de Deus”, nas igrejas gentílicas. 

Lucas apresenta Jesus como o Homem perfeito, o ideal da humanidade, com especial referência ao fato de ser Ele o Salvador do mundo.

Por escrever em uma época em que as igrejas já haviam se formado, Lucas apresenta algumas características em seu Evangelho, que tem conformidade com o Evangelho da Graça que Deus havia dado ao apóstolo Paulo:

É o Evangelho do Louvor: Lucas começa e termina o Evangelho com alegria; 1:14, 44; 24:41. Os primeiros hinos da Igreja Cristã encontram-se aqui: o Gloria in Excelsis, 2:14; o  Magnificat, 1:46-55; o Benedictus, 1:68-80 e o Nunc Dimittis, 2:29-32.

É o Evangelho da Oração: Não somente enfatizam as orações de Jesus (3:21; 4:42-44; 5:16: 6:12-16; 9:28, 29; 11:1-13), mas aparecem duas parábolas sobre a oração que não se encontram em nenhum dos outros Evangelhos; 18:1-14.

É o Evangelho da Infância: Oferece abundantes pormenores sobre o nascimento de João Batista e de Cristo, caps. 1 e 2.

É o Evangelho da Mulher: Nele temos a história de Isabel, cap. 1; de Maria, a mãe de Jesus, caps. 1 e 2; das irmãs Marta e Maria, 10:38-42; da viúva de Nain, 7:12-15; das mulheres que serviam a Cristo, 8:2, 3; da mulher pecadora, 7:37-50; das mulheres que acompanhavam a Cristo chorando quando ele marchava par a cruz, 23:27-31. Lucas destacou a ênfase dada por Jesus à “Nova Mulher do Reino”, desde quando o A.T. colocava muitas restrições às mulheres. Lucas não era judeu, portanto tinha o espírito aberto para escrever sobre este assunto.

É o Evangelho da Graça e dos Gentios: Ele traz referências aos samaritanos; 10:27-33 e 17:16; e aos dez leprosos; 17:12. Veja-se, ainda, os caps. 7 e 15, onde enfatiza que a graça de Deus alcança os gentios e pecadores.

É o Evangelho Que Lembra dos Pobres: Lucas não esquece dos pobres; Gl 2:10. Note-se a menção dos pastores, cap. 2 e também o ensino de 6:20-25 e 16:19-31.


João (Águia - Jesus é aquele que voa alto, é o Verbo de Deus):

O propósito do Evangelho segundo João é descrito na passagem: “Na verdade fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”; 20:30, 31. A palavra CRER aparece 98 vezes em João, mais do que em todos os outros Evangelhos juntos.
Há algumas outras características marcantes do Evangelho de João:

Evangelho da Universalidade: João não se preocupa com a genealogia de Jesus, começa apresentando-O como o Verbo de Deus. Apresenta, portanto, um Cristo universal. Sua linguagem também é universal: fala de luz e trevas; crença e descrença; água da vida, etc.

Evangelho do Amor: É o Evangelho que descreve Deus como sendo AMOR, tema desenvolvido, principalmente, em suas primeira carta.

Evangelho das Festas Fixas: João apresenta Jesus trazendo seus principais ensinamentos e fazendo seus principais sinais, durante as Festas Judaicas:

Páscoa, 2:23 (cap. 3 (tirando o fermento da casa do Pai; conversão de Nicodemos; conversão dos Samaritanos – Jesus a água viva);

Uma outra festa, 4:45;

Uma outra festa dos judeus, 5:1;

Outra Páscoa (marcando o segundo ano do ministério de Jesus), 6:4. 

Multiplicação dos pães. Jesus é apresentado como o Pão da Vida.

Festa dos Tabernáculos, cap. 7 e 8. Jesus é a Fonte das Águas e a Luz da Vida.

Festa da Páscoa, caps. 12 em diante. Última Páscoa de Jesus com Seus discípulos. Sua crucificação.


II) Como é retratado o Reino nos Quatro Evangelhos

Se você conferir as referências acerca do Reino numa concordância bíblica, irá notar que existe uma grande diferença nos quatro evangelhos quanto à ênfase dada ao reino dos céus e ao Reino de Deus.
Você encontrará um mínimo de referências no evangelho de João, o que parece estranho, uma vez que o livro de Apocalipse (também escrito por João) é completamente devotado ao Reino vindouro do Senhor Jesus e à submissão dos outros reinos ao Reino de Deus. Embora o evangelho de João provavelmente tenha sido escrito depois do livro de Apocalipse, ele não fala muito acerca do Reino. Mas a revelação do Reino está presente.
Já o evangelho de Marcos nos fornece apenas umas poucas referências acerca do Reino. Marcos estava mais interessado na aplicação prática e imediata das verdades do que em todo um conceito do Reino que está por vir.
O evangelho de Lucas contém muitas referências ao Reino. Ele teve uma perfeita visão do Reino, pois havia se desiludido com muito do que viu no sistema mundial existente à sua época. Embora fosse um médico, Lucas se estendeu a uma revelação de Deus acerca de coisas melhores, acerca de um estado ideal que viria quando Deus estabelecesse tudo de um modo perfeito. Assim sendo, ele colocou bastante ênfase no Reino.
Mas, dentre os quatro evangelhos, o de Mateus é o que coloca maior ênfase no Reino de Deus. Mateus tinha raízes judaicas profundas (embora fosse um tipo de renegado, pois traiu seu povo ao tornar-se um coletor de impostos para os opressores romanos). Foi nesse meio que Jesus o escolheu para ser um de Seus discípulo. De acordo com o julgamento humano, os judeus o consideravam como sendo o menor, mas seu evangelho é o primeiro livro do Novo Testamento. Parece simbólico o fato do Senhor ter escolhido um judeu considerado como um dos mais baixos aos olhos de seu próprio povo para tornar-se o primeiro a proclamar o Seu Reino. E, vez após vez, o evangelho de Mateus enfatiza este maravilhoso aspecto do Reino: os últimos serão os primeiros.
Que revelação fantástica do Reino nós encontramos no evangelho de Mateus! A começar pela genealogia de Cristo, estabelecendo o fato de Ele ser o Rei e Senhor sobre quem todas as alianças do Antigo Testamento residem. Mateus apresentou as verdades de Deus como princípios do Reino. Conseqüentemente, o assim chamado "Sermão da Montanha" é considerado impraticável pela maioria dos cristãos; e até mesmo difícil de ser pregado às pessoas. A maioria das exposições tradicionais baseadas no Sermão da Montanha não passa de uma deturpação da verdade. Muitos pregadores enfatizam o ensinamento: "Faça aos outros o que você gostaria que lhe fizessem" — mas é só até aí que eles vão. Mesmo assim, o evangelho todo de Mateus traz uma profunda revelação de verdades que são muito importantes para todos os cristãos. Tanto que, ao encerrar o Sermão da Montanha, Jesus disse: "Todo aquele que pratica estas coisas, Eu o assemelho ao homem que edificou sua casa sobre a rocha, pois, quando veio a chuva e correram os rios, ela não caiu; nada conseguiu destruí-la" (Mateus 7.24-25).

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

O que você sabe sobre a Bíblia? OS MISTÉRIOS DA BÍBLIA REVELADOS A VOCÊ.




Se você tiver uma Bíblia, com certeza não é o único. Inteira ou em parte, a Bíblia já foi publicada em cerca de 2.600 línguas e está disponível para mais de 90% da população mundial. Em média, mais de 1 milhão de Bíblias são distribuídas por semana! Já foram produzidos bilhões de cópias da Bíblia inteira ou de partes dela. Certamente, não existe livro que se compare com a Bíblia.


Além disso, a Bíblia é “inspirada por Deus”. (Leia 2 Timóteo 3:16.) Em que sentido? A própria Bíblia responde: “Homens falaram da parte de Deus conforme eram movidos por espírito santo.” (2 Pedro 1:21) Para ilustrar: um empresário talvez peça à secretária que escreva uma carta. A carta contém as ideias e as instruções do empresário. Assim, a carta na realidade é dele, não da secretária. Do mesmo modo, a Bíblia contém a mensagem de Deus, não dos 
 
homens que a escreveram. Portanto, a Bíblia inteira é realmente “a palavra de Deus”. — 1 Tessalonicenses 2:13.



A Bíblia foi escrita num período de mais de 1.600 anos. Seus escritores viveram em épocas diferentes e procediam de muitas rodas da vida. Alguns eram agricultores, pescadores ou pastores. Outros eram profetas, juízes ou reis. O escritor do Evangelho de Lucas era médico. Apesar das diferentes formações de seus escritores, a Bíblia é harmoniosa do começo ao fim.
 




A Bíblia é cientificamente exata. Ela contém até mesmo informações que estavam muito à frente de seu tempo. Por exemplo, o livro de Levítico contém leis sobre quarentena e higiene dadas ao Israel antigo numa época em que as nações vizinhas nada sabiam a respeito desses assuntos. Num tempo em que havia ideias erradas sobre o formato da Terra, a Bíblia referia-se a ela como círculo, ou esfera. (Isaías 40:22) A Bíblia dizia com precisão que a Terra está suspensa “sobre o nada”. (Jó 26:7) Evidentemente, a Bíblia não é um livro de ciências. Mas, quando se trata de assuntos científicos, 
 
ela é exata. Não é isso o que esperaríamos de um livro de Deus?


Visto que a Bíblia é inspirada por Deus, ela é “proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas”. (2 Timóteo 3:16) De fato, a Bíblia é um livro prático. Revela um conhecimento profundo da natureza humana. Isso não é de admirar, pois seu Autor, Jeová Deus, é o Criador! Ele entende nossos pensamentos e emoções melhor do que nós mesmos. Além disso, Jeová sabe do que precisamos para ser felizes. Ele sabe também que comportamentos devemos evitar.

A Bíblia é realmente um livro de Deus. É um livro que deve ser lido, estudado e amado. Mostre sua gratidão por esse presente divino por não desistir de examinar seu conteúdo. Fazendo isso, você desenvolverá um profundo apreço pelo propósito de Deus para a humanidade.